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domingo, 30 de agosto de 2009

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O ser humano convive em sociedade onde informações aparecem ou são modificadas a todo momento. Por não ser um ser isolado, participa de um processo, no qual age e reage, influi e é influenciado pelo grupo, pela sociedade, pela cultura, pelas idéias, pelo ambiente e por todos os fenômenos dos quais participa. A mercê desse mundo, onde nada para e a cada momento o homem recebe informações pelos diversos meios e é levado a mudar opiniões, aceitar outras ou modificar as já existentes, se adequando assim às mudanças.

O presente texto teórico-reflexivo pretende situar a aprendizagem como solução ante as transformações do mundo globalizado , que cada dia é exigente e precisa de cidadãos qualificados para melhor atender as expectativas que vão surgindo. Assim sendo, a educação tem um papel muito importante na vida da sociedade. Ela não seria um processo de transformação ou de imposição de valores assimilados; não seria algo estruturado de qualquer forma pelas instituições, mas algo a vim mudar o indivíduo, de transformá-lo em uma pessoa crítica, criativa e ativa na sociedade. Para que isso aconteça, há um papel que a educação tem que desempenhar para que essas transformações na sociedade aconteçam e os mediadores desse processo são o professor e a metodologia que ele aplica a seus alunos .

Nestas constantes mudança que ocorrem no mundo, o sistema educacional vai sofrendo modificações. O professor por sua vez tem que se atualizar na medida do possível para proporcionar a seus alunos uma aprendizagem eficiente e significativa.



“...que se deseja é que o professor deixe de ser apenas um conferencista e que estimule a pesquisa e o esforço, ao invés de se contentar com a transformação de soluções prontas.” (PIAGET, Jean. Para onde vai a Educação? Rio de Janeiro, José Olympio, 1988,10º.p.15)



Era uma vez a educação hereditária onde os conhecimentos eram passados de geração para geração sem ser modificado , sem reconstituição ou reformulação.

Pensando dessa forma, podemos chegar a conclusão de que a escola não tem como prioridade formar os indivíduos somente para prestarem vestibular e cursarem o ensino superior. A Escola tem que ir além.

Os novos paradigmas da educação exigem do profissional docente uma nova postura ante as desigualdades sociais. O modo de vida imposto pela contemporaneidade exige dos indivíduos uma constante reestruturação de suas capacidades pessoais e, principalmente, profissionais. A globalização, o neoliberalismo, a competitividade, o tecnicismo, entre outros fatores, nos faz refletir sobre a necessidade de criarmos mecanismos que efetivamente contribuam para a construção de uma sociedade mais humana nos modos de educar. Cabe à escola aproximar a comunidade do convívio escolar numa tentativa de reestruturar a família, de oferecer oportunidades de acesso à cultura, à tecnologia, à informação, de oportunizar a reflexão de questões relativas ao respeito ao próximo, suas culturas, etnias e orientação sexual, à preservação do meio ambiente, ao desenvolvimento sustentável, entre outros.

Para que isso venha ocorrer, o currículo escolar deve está constituído de uma forma que venha suprir a necessidade da nova escola.



“ educação pode ser definida como o desenvolvimento artificial da criança (...) é o domínio engenhoso dos processos naturais do desenvolvimento (Vigotsky, 1987:187)



Para que os processos naturais do desenvolvimento ocorram de forma esplêndida e esperada, a escola deve se preparar e adequar-se para receber as crianças e transformá-las em cidadãos pensantes, críticos e criativos.

Deve-se mudar e repensar a prática educativa.

Era uma vez as aulas onde os alunos sentavam-se em suas carteiras, pegavam seus lápis e escreviam tudo que a professora falava sem poder expor suas opiniões e seus conhecimentos. Hoje a aprendizagem interativa e lúdica esta em evidência e vem mudando e facilitando a aprendizagem dos nossos alunos. Infelizmente, há ainda pessoas que, em pleno século XXI, não sabem o quão eficiente é esse processo. Por outro lado, há também pais que não concordam que os filhos sejam educados dessa maneira pois querem para os filhos a mesma educação que tiveram. Por que não brincar de somar ao invés de encher os cadernos de continhas sem nenhuma finalidade???Por que não levar as crianças para a cozinha para fazer a receita deliciosa que estão estudando no livro de português como gênero textual?? Dessa forma a aprendizagem flui de forma prazerosa e significativa! A criança vai achar uma finalidade social para o que estar aprendendo.



“a criança avança essencialmente através da atividade lúdica” (Vigotski, 1988: 156)



É fácil notar as diferenças na sala de aula onde o currículo escolar, é baseado na aprendizagem significativa e relacionada com a realidade. O currículo escolar deve refletir todas as experiências em termos de conhecimento que serão proporcionados aos alunos de um determinado curso. E incluso nele vai como esses procedimentos devem ser realizados.

Mas o currículo em si só não funciona. A práxis educativa deve estar de acordo com a realidade educacional da sociedade e de acordo com o currículo e o professor deve está preparado para colocar essas idéias em prática para o sistema funcionar.

A sociedade moderna apresenta demandas sócio-educacionais que ultrapassam os limites formais e regulares da escola. Apesar de ainda não esgotado o debate sobre a questão prioritária da educação escolar básica, essas novas demandas se incorporam aos desafios à formação do educador, já que são crescentes as intervenções e ações educativas em âmbitos, meios e organizações diferenciados do sistema educacional. As perspectivas de educação permanente e educação ao longo da vida também ratificam a necessidade de se discutir a educação além dos limites da escola.

Vigotsky descreve em suas pesquisas que o desenvolvimento do pensamento vai do social para o individual. A aprendizagem deve estabelecer essa relação para o aluno possa então dá sentido à suas conclusões quanto aluno e aprendiz.

Piaget acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que esta se encontra. A visão particular e peculiar (egocêntrica) que as crianças mantêm sobre o mundo vai, progressivamente, aproximando-se da concepção dos adultos: torna-se socializada, objetiva.

Com as novas mudanças, a escola deve está sempre atualizada. Com a introdução das diretrizes curriculares apresentadas nos Parâmetros Curriculares Nacionais a interdisciplinaridade passou a ser, oficialmente, um dos eixos norteadores da atualidade. A interdisciplinaridade, por partir do pressuposto que a realidade é una e indivisível e conceber o conhecimento como aberto, com verdades apenas relativas, exige do educador uma maneira de ensinar que desenvolva no estudante a competência de estabelecer relações entre partes e o todo, superando a concepção unidirecional e fragmentada do conhecimento que tem caracterizado sua prática

Diante desse contexto, podemos concluir que a educação vem passando por grandes transformações e adaptações. Essas mudanças estão fazendo aparecer crianças que estão aprendendo de forma diferente e estão prontas para construir uma sociedade diferente também. Com essas transformações vem a responsabilidade do professor em se atualizar e se preparar para propor aos seus alunos uma aprendizagem de qualidade e significativa para que então eles possam está preparados para enfrentar os desafios que virão.



BIBLIOGRAFIA



PIAGET, J. e GRECO, P. Aprendizagem e conhecimento. São Paulo: Freitas Bastos, 1974.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários a educação do futuro. São Paulo : Cortez, 2000.

VIGOTSKII, L.S., LURIA, A.R., LEONTIEV, A.N. - Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo, Ícone Editora e EDUSP, 1988.

VYGOTSKI, L.S. - Obras Escogidas I. Madrid, Centro de Publicaciones del M.E.C. y Visor Distribuciones, 1991.

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