Planejar vai além de organizar os conteúdos do currículo. A função do planejamento é tornar a ação clara, precisa, eficiente, direcionada, e vinculada ao que foi anteriormente definido. Além disso o planejamento deve ser transformador. O planejamento deve visar mudança do atual e para isso o planejamento deve funcionar como instrumento de "cura" ante o diagnóstico realizado. Para planejar, o professor não deve visar somente conteúdos. deve-se olhar o aluno, seus problemas e por no planejamento estratégias que possam solucionar o problema detectado.
Segundo Gandin, "o planejamento trará transparência e a inteligência da nossa ação." Por isso,não se pode perder de vista, em nenhum momento, que o planejamento é uma discussão sobre metodologia e sobre instrumentos: estuda e indica processos para se chegar a resultados. Nesse sentido, alguns aspectos devem ser considerados diante da dialética entre o horizonte e o aqui/agora.
O planejamento deve:
- Promover o desenvolvimento educacional;
- Traçar diretrizes e procedimentos;
-Estabelecer vínculos;
-Garantir racionalização e a coordenação de recursos;
-Assegurar a unidade e a coerência dos planos;
- Implementar atividades;
-Atualizar planos e projetos a partir do diagnóstico.
- resultar em aprendizagem do educando
Antes de fazer o planejamento o professor deve não somente se preocupar com o conteúdos, currículo mas com sua turma, seus alunos e a necessidade de cada um. O planejamento deve atender a necessidade dos seus alunos, pois só assim o planejamento terá sentido.
Grande abraço
Flavia Cardoso
domingo, 7 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Educar valores na escola
Para o aluno, ir a escola significa adquirir conhecimentos da forma planejada pela professora, baseado em conteúdos contidos no currículo escolar. A preocupação da família e dos alunos é a aprovação e isso faz passar despercebido os valores que podem ser adquiridos na escola.
A escola trabalha os valores nas intervenções, na convivência mas enfrenta alguns desafios: pais que não aceitam as intervenções da escola, pais que se excluem do processo da educação de valores dos seus filhos, professores que se preocupam somente com conteúdos esquecendo de passar os valores, de educar para a vida. Mas a escola não deve assumir essa responsabilidade sozinha. A família e a sociedade deve se preocupar com a formação de nossas crianças, na construção dos valores de cada um.
A responsabilidade da escola é sair das 4 paredes, ousar transpor fronteiras, estabelecendo um elo, uma parceria com a comunidade e a família . O trabalho da escola atual vai além do currículo. A escola é uma sentinela , olhando, vigiando e sempre agindo com foco no aluno, preocupando-se com ele no conjunto, no todo.
A escola não pode fazer milagre mas tampouco deve renunciar ao cumprimento de sua função formadora...seja qual for o meio social e cultural no qual se move. A escola não pode está diante do aluno e formá-lo por partes. Se não for assim, a escola não será escola pois, o papel da escola é formar o aluno para a vida e isso inclui os valores.
Grande Abraço
Flavia Cardoso
A escola trabalha os valores nas intervenções, na convivência mas enfrenta alguns desafios: pais que não aceitam as intervenções da escola, pais que se excluem do processo da educação de valores dos seus filhos, professores que se preocupam somente com conteúdos esquecendo de passar os valores, de educar para a vida. Mas a escola não deve assumir essa responsabilidade sozinha. A família e a sociedade deve se preocupar com a formação de nossas crianças, na construção dos valores de cada um.
A responsabilidade da escola é sair das 4 paredes, ousar transpor fronteiras, estabelecendo um elo, uma parceria com a comunidade e a família . O trabalho da escola atual vai além do currículo. A escola é uma sentinela , olhando, vigiando e sempre agindo com foco no aluno, preocupando-se com ele no conjunto, no todo.
A escola não pode fazer milagre mas tampouco deve renunciar ao cumprimento de sua função formadora...seja qual for o meio social e cultural no qual se move. A escola não pode está diante do aluno e formá-lo por partes. Se não for assim, a escola não será escola pois, o papel da escola é formar o aluno para a vida e isso inclui os valores.
Grande Abraço
Flavia Cardoso
domingo, 17 de julho de 2011
Aprender para a vida
Essa tirinha trás um questionamento bastante interessante sobre o uso dos saberes. Quando a li veio em minha mente lembranças da aula de física, química, matemática... O que aprendi que realmente precisei usar até hoje? Muitas coisas sim, outras não. Lembrei-me da palavra da palestrante Rosane Nicola a falar do ensino da matemática com sentido social. Como a costureira usa a matemática?? Como o pedreiro usa a matemática? Por que quando estamos em um automóvel e o mesmo faz uma curva para a direita, nosso corpo vai para esquerda?
Deve-se aproveitar as habilidades existentes em cada criança e desenvolver novas habilidades, envolvendo a criança em um ambiente de aprendizagem onde a mesma tenha prazer e se sinta valorizada pelos conhecimentos que já detém. Explorar potencialidades... fazer o aluno autor de aprendizagem...
Pensem nisso
Grande abraço
Flavia Cardoso
Deve-se aproveitar as habilidades existentes em cada criança e desenvolver novas habilidades, envolvendo a criança em um ambiente de aprendizagem onde a mesma tenha prazer e se sinta valorizada pelos conhecimentos que já detém. Explorar potencialidades... fazer o aluno autor de aprendizagem...
Pensem nisso
Grande abraço
Flavia Cardoso
domingo, 10 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Refletir....
Falar de tecnologia hoje na escola é se deparar com a resistencia que, infelizmente existe em nossa equipe pedagógica. São profissionais que, na maioria das vezes, tem medo do novo e temem o "se atualizar". O mundo não para , a metologia vai mudando e, nessa onda de livros digitais, lousas eletrônicas, notebooks, netebooks, i pad entre outros, os professores devem e tem que correr atrás para acompanhar os avanços que vem para ajudar e enriquecer a prática pedagógica. Em algumas salas de aulas, infelizmente acontece o que acabamos de ver no video: tudo muda ao nosso redor mas a sala de aula continua a mesma: mesma prática, mesma metodologia. Trazendo essa reflexão, podemos concluir que o professor que não inova , validando os instrumentos que estão para ajudá-lo a ter uma prática pedagógica mais eficiente e prazerosa, leva os nossos atuais alunos à uma sala de aula que nossos pais frequentaram a algum tempo atras. Ou seja, vivemos o velho , na época onde o novo vem pra melhorar todo o contexto pedagógico. E você professor? Será que você não está proporcionando ao seu aluno a terrível experiência das aulas sem graça e cansativas de antigamente??
Pense nisso! Inovar é a palavra do momento.
Grande abraço,
Flavia Cardoso
quarta-feira, 29 de junho de 2011
POR CELSO ANTUNES, O MERCADO DOS SONHOS
vale a pena ler e refletir...
Foi um verdadeiro drama para a família de Cristiana. O pai, promovido em poderosa transnacional onde era executivo de destaque, teve de mudar da pequena cidade interiorana para a maior megalópole da América do Sul. Recompondo sua vida às pressas, ainda teve tempo de procurar uma escola para sua única filha. Com o novo salário que receberia e com a importância do cargo assumido, tratou logo de buscar a melhor escola, poderosamente encravada no bairro de caros apartamentos e mansões dos sonhos. Ouviu lindos discursos pedagógicos e a funcionária responsável pelas Relações Institucionais tratou de mostrar as salas limpíssimas, os laboratórios modernos e o material pedagógico escrito sob a mais rigorosa supervisão de Vigotsky, Piaget e muito mais. Não teve dúvidas: matriculou Cristiana na hora, lamentando o tempo perdido na modesta escolinha do interior.
Mas, Cristiana teve sérios problemas de adaptação. Não teve problemas de aprendizagem e com surpreendente facilidade, rapidamente destacou-se como uma das melhores alunas da sua classe. Os resultados eram excelentes e os elogios imensos, mas ainda assim Cristiana transformou-se numa criança infeliz. Sentia saudades.
Saudade da escolinha onde, ao lado das Ciências, aprendeu a cozinhar, consertar eletrodomésticos e olhar pela primeira vez um motor de automóvel. Saudade da Júlia, que ensinava Artes, estimulava esculturas com o barro do riacho, cobria as paredes de pinturas feitas por alunos e os fazia compositores de músicas que já não ouvia na linda escola de agora. Cristiana, ao lado de professores anódinos que transitavam por sérios problemas epistemológicos, não podia esquecer o dia em que sua classe incorporou-se ao trabalho dos lixeiros e saiu pela cidade em uma campanha pela vida, e nem mesmo suas visitas a feirantes, policiais, mecânicos e enfermeiros. Cristiana não podia deixar de lembrar o jeitão simples do Tonico, o professor de Geografia que fazia excursões de bicicleta para ensinar relevo e os obrigava a assistir o Jornal Nacional para aprender agitos internacionais – Meu Deus, onde ficara aquela História dos conflitos de todo dia, a Química nos cosméticos e nos perfumes levados de casa e a Física dos arremessos de vôlei ou corridas de Fórmula 1?
Foi impossível para Cristiana sepultar em suas lembranças os dias de sol de uma escolinha onde o que de mais importante aprendia era o aprender a aprender. Onde decifrou o que era uma pesquisa, diferenciou análise de síntese e soube aplicar em problemas novos, soluções conquistadas. Onde, pacientemente, construiu inevitáveis conexões entre a vida e as disciplinas escolares.
Na escola de sua saudade ficavam guardadas para sempre os toscos caipiras que a ensinaram a descobrir e que a estimularam a comparar, deduzir, classificar, construir.
Nunca mais foi possível em sua nova escola brincar de aprender. Aprender a brincar.
Foi um verdadeiro drama para a família de Cristiana. O pai, promovido em poderosa transnacional onde era executivo de destaque, teve de mudar da pequena cidade interiorana para a maior megalópole da América do Sul. Recompondo sua vida às pressas, ainda teve tempo de procurar uma escola para sua única filha. Com o novo salário que receberia e com a importância do cargo assumido, tratou logo de buscar a melhor escola, poderosamente encravada no bairro de caros apartamentos e mansões dos sonhos. Ouviu lindos discursos pedagógicos e a funcionária responsável pelas Relações Institucionais tratou de mostrar as salas limpíssimas, os laboratórios modernos e o material pedagógico escrito sob a mais rigorosa supervisão de Vigotsky, Piaget e muito mais. Não teve dúvidas: matriculou Cristiana na hora, lamentando o tempo perdido na modesta escolinha do interior.
Mas, Cristiana teve sérios problemas de adaptação. Não teve problemas de aprendizagem e com surpreendente facilidade, rapidamente destacou-se como uma das melhores alunas da sua classe. Os resultados eram excelentes e os elogios imensos, mas ainda assim Cristiana transformou-se numa criança infeliz. Sentia saudades.
Saudade da escolinha onde, ao lado das Ciências, aprendeu a cozinhar, consertar eletrodomésticos e olhar pela primeira vez um motor de automóvel. Saudade da Júlia, que ensinava Artes, estimulava esculturas com o barro do riacho, cobria as paredes de pinturas feitas por alunos e os fazia compositores de músicas que já não ouvia na linda escola de agora. Cristiana, ao lado de professores anódinos que transitavam por sérios problemas epistemológicos, não podia esquecer o dia em que sua classe incorporou-se ao trabalho dos lixeiros e saiu pela cidade em uma campanha pela vida, e nem mesmo suas visitas a feirantes, policiais, mecânicos e enfermeiros. Cristiana não podia deixar de lembrar o jeitão simples do Tonico, o professor de Geografia que fazia excursões de bicicleta para ensinar relevo e os obrigava a assistir o Jornal Nacional para aprender agitos internacionais – Meu Deus, onde ficara aquela História dos conflitos de todo dia, a Química nos cosméticos e nos perfumes levados de casa e a Física dos arremessos de vôlei ou corridas de Fórmula 1?
Foi impossível para Cristiana sepultar em suas lembranças os dias de sol de uma escolinha onde o que de mais importante aprendia era o aprender a aprender. Onde decifrou o que era uma pesquisa, diferenciou análise de síntese e soube aplicar em problemas novos, soluções conquistadas. Onde, pacientemente, construiu inevitáveis conexões entre a vida e as disciplinas escolares.
Na escola de sua saudade ficavam guardadas para sempre os toscos caipiras que a ensinaram a descobrir e que a estimularam a comparar, deduzir, classificar, construir.
Nunca mais foi possível em sua nova escola brincar de aprender. Aprender a brincar.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Ideias para ensinar Português
Quando falamos em educação, notamos a tamanha dificuldade de prender a atenção de nossos alunos nas aulas e esse é o grande desafio do atual século nas escolas. Entre outras causas uma delas e a metodologia usada pelos professores.
Pra ensinar português, podemos utilizar variadas ferramentas que estão a fácil acesso de alunos e professores:
> placas- é bem comum vermos por aí, placas com erros ortográficos como esses:
Esse tipo de atividade é interessante para trabalhar ortografia com nossos alunos. Como pesquisa, pede-se que os alunos pesquisem na cidade ou bairro onde moram, placas como essas, fotografem, tragam para sala e discutam com os colegas.
> Jornais
Por incrível que pareça, há alguns jornais que apresentam erros de português gravíssimos (já li alguns da minha cidade com alguns). O professor deve selecionar alguns e levá-los para a classe.
> Produção de texto
Produção de texto é muito importante. Não para ser corrigida e estocada na gaveta. A produção de texto é uma ferramenta poderosa que muitos professores desconhecem. Através das produções de texto, o professor pode fazer as "revisões" das produções. Por exemplo, o professor recolhe as produções, escolhe 2 ou mais, escreve-as na lousa ou cartolina, (não identificado aluno, é claro) e pede que os próprios alunos apontem as falhas existentes. É uma ótima forma de promover discussões sobre questões da língua portuguesa de uma forma bastante participativa e produtiva.
> Soletrando
É uma brincadeira que as crianças adoram e é muito bom para fixar questões de ortografia, acentuação e etc. Promova uma gincana, as crianças vão adorar.
Use novas ferramentas...Mude...Inove...Você vai ver como suas aulas vão melhorar!!
Grande Abraço
Flavia Cardoso
Pra ensinar português, podemos utilizar variadas ferramentas que estão a fácil acesso de alunos e professores:
> placas- é bem comum vermos por aí, placas com erros ortográficos como esses:
Esse tipo de atividade é interessante para trabalhar ortografia com nossos alunos. Como pesquisa, pede-se que os alunos pesquisem na cidade ou bairro onde moram, placas como essas, fotografem, tragam para sala e discutam com os colegas.
> Jornais
Por incrível que pareça, há alguns jornais que apresentam erros de português gravíssimos (já li alguns da minha cidade com alguns). O professor deve selecionar alguns e levá-los para a classe.
> Produção de texto
Produção de texto é muito importante. Não para ser corrigida e estocada na gaveta. A produção de texto é uma ferramenta poderosa que muitos professores desconhecem. Através das produções de texto, o professor pode fazer as "revisões" das produções. Por exemplo, o professor recolhe as produções, escolhe 2 ou mais, escreve-as na lousa ou cartolina, (não identificado aluno, é claro) e pede que os próprios alunos apontem as falhas existentes. É uma ótima forma de promover discussões sobre questões da língua portuguesa de uma forma bastante participativa e produtiva.
> Soletrando
É uma brincadeira que as crianças adoram e é muito bom para fixar questões de ortografia, acentuação e etc. Promova uma gincana, as crianças vão adorar.
Use novas ferramentas...Mude...Inove...Você vai ver como suas aulas vão melhorar!!
Grande Abraço
Flavia Cardoso
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