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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Os desafios da Escola atual

     
Que as crianças de hoje estão bem mais desenvolvidas que as de 13 anos atrás, já é uma verdade até ultrapassada em rodas de conversas de pais e educadores. 
      A globalização vem remodelando a sociedade e nas crianças percebemos as mais interessantes mudanças. Os pequenos já nascem com habilidades que facilitam o manuseio, sem segredos, de smartphones e tablets, que tiram suas dúvidas com uma simples pesquisa no Google, enquanto adultos da nossa geração sentem dificuldade de se adaptar, de aprender a usar esses novos recursos.
       Diante deste retrato atual, a escola precisa estar pronta para receber essas crianças que a cada ano nos surpreendem com novas habilidades e modo de pensar. Dentro da escola é bem fácil perceber essas evoluções. 
      Neste ano de 2014, nosso maternal 1 (crianças de 2 anos) com 1 semana de aula estavam adaptados. Raros eram os chorinhos de saudade de casa e já participavam da rotina, diferente do ano passado, onde a adaptação durou aproximadamente 1 mês. Nas apresentações deste ano, ficamos impressionados com a desenvoltura das crianças que dançavam e encenavam sem nem ao menos se importar com o público que as assistiam, diferente dos anos anteriores onde nas apresentações, o número principal era o choro pela insegurança, timidez e exposição ao que não estavam prontos. 
     Não dá pra usar as mesmas práticas de ontem, da mesma forma. É preciso uma remodelação para promover a aprendizagem significativa e saciar a sede de uma prática diferenciada para nossas crianças. 
    Como de adequar? Como estar pronto para esse desafio da Escola Atual? 
    Isso demanda um trabalho interno com toda equipe pedagógica.: Direção, coordenação, equipe técnica e professores através de formação, leitura, grupo de estudos e atualização continuada. A família é peça indispensável nesse processo. A parceria com a escola ou a falta dela, pode levar do sucesso ao fracasso.        Cada um tem um papel a desempenhar na formação desses futuros cidadãos. O envolvimento e compromisso da escola e da família é que vai fazer toda a diferença.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Corta ou não corta? Reunião de pais



É um simples começo de filme que deu pano pra manga em uma discussão com os pais em uma de nossas reuniões. Falamos sobre limites, sobre consequências . Foi um encontro muito produtivo.

Grande abraço
Flávia Cardoso

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Escola de Pais


O maior desafio da escola hoje é trazer a família para participar do processo escolar das crianças. O corre-corre diário impede, desmotiva a família a manter o contato com a escola e a participar mais de todo o processo. A escola precisa inovar a fim de trazer a família mais pra perto, estreitando a parceria.
   Na Escola Pierre Vigne, fazemos já há quase um ano, a Escola de Pais. Um momento bem diferente das tradicionais reuniões de Pais porque não é a escola que escolhe o que será abordado e sim, os pais. O momento é bem dinâmico e a participação dos pais é inevitável. Veja o passo a passo:

  • Primeiro é feito uma pesquisa com os pais a fim de identificar um tema de interesse. A pesquisa pode ser feita via circular ou no site da instituição. 
  • Se subir mais de um tema não tem problema. A escola de pais pode ter várias classes, várias estações.
  • A escola pode dividir as estações com os coordenadores ou convidados que estarão abordando as temáticas com os pais.
  • No dia do evento, pode-se entregar pulseiras de cores para identificar as estações (classes para temas abordados)
  • O ambiente onde será recepcionado os pais para abordagem do tema deve está caracterizado. Encare como uma sala de aula, onde você prepara todo o ambiente para proporcionar uma aula interessante para seus alunos.
  • A abordagem e feita numa seqüência planejada. Sensibilização (dinâmica ) levantamento do problema com registro, possíveis soluções e debate com o grupo, confecção de cartazes.
  • Socialização  das conclusões para as demais estações: ao final, todas as estações se reúnem para socializarem as conclusões e assuntos debatidos.
Minha experiência.
Tema: Tempo
Em uma das escolas de pais, fiquei responsável por direcionar os trabalhos na Estação com o tema Tempo. Planejei uma dinâmica para o início: a dinâmica tinha 6 etapas era composta de atividades do dia a dia que os pais teriam que cumprir no mínimo tempo possível. 
1ª etapa: um boneco de pano grande sem roupa e a farda da escola por vestir
2ª etapa: brinquedos espalhados e misturados para arrumar em suas respectivas caixas
3ª etapa: uma corda para pular 20 pulos sem errar
4ª etapa: uma jarra de água para encher 6 copos sem derramar
5ª etapa: uma laranja para descascar
6ª etapa: um notemos com uma frase a digitar

Note que cada etapa da dinâmica estava relacionada às práticas diárias do dia a dia da família: 
O cuidado com a família, com as crianças, trabalho, etc.
Alguns pais foram sozinhos, outros convidaram o cônjuge para efetuar a tarefa. Tínhamos um cronometro que contabilizava o tempo. 
Esta atividade por si só já desencadeou uma série de discussões: as diversas tarefas do dia a dia; a importância da ajuda do marido/esposa para facilitar as tarefas e planejamento.
Os pais começaram a participar e nas colocações começaram a aparecer os problemas que é o Tempo no dia a dia dos pais nessa correria diária. Todos os pontos foram registrados e depois expostos para o grupo. 
Alguns pais fizeram colocações importantíssimas quanto a culpa que sentiam em não terem o tempo suficiente para os filhos por causa da correria e , a partir daí, começamos a refletir sobre possíveis soluções para diminuir esta culpa. Nossa psicóloga estava rondando nas estações e nos deu uma rica contribuição. Possíveis soluções começaram a surgir e foram partilhadas naturalmente experiências que deram certo. Possíveis soluções foram anotadas e refletidas com toda a estação.  Os pais saíram agora, aliviados, e convictos que o Tempo não era um problema. A falta de planejamento sim.


Está foi uma experiência que deu muito certo. Outros temas foram abordados: A família no acompanhamento da tarefa de casa/A é a tecnologia: o acesso precoce e os perigos que a rede tem / entre outros.



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Professor ou Educador?

   
 O educador vai muito mais, além disso. O educador precisa entender de sentimentos, de medos e sonhos, precisa sim saber muito de sua matéria, mas precisa também se interessar pelos bichinhos de jardim, pelos animaizinhos domésticos, saber das aves do céu, de fadas e bruxas, de príncipes e princesas, é preciso gostar de rir e não ter vergonha de chorar. Precisa entender de “primeiro amor” e de hormônios em ebulição da adolescência, precisa saber de regras gramaticais e de teorema de Pitágoras, mas precisa entender sobretudo de coraçõezinhos aflitos, ávidos por serem ouvidos. Educadores precisam crer em Deus para conseguir enxergar os anjos que os rodeiam.
     Professores precisam falar bem e muito.
     Educadores compreendem que mais importante que falar é saber ouvir, principalmente num mundo onde cada um está mais preocupado consigo mesmo, onde se fala demais e ouve-se de menos. O educador entende que pode fazer a diferença, acredita em si e acredita em seu aluno. Sabe também falar bem, mas compreende que uma palavra sua tem a mesma capacidade, tanto de aliviar a dor como de ferir mortalmente a alma de uma criança.
     Um professor permanece um ano na vida de uma criança, o educador permanece para sempre, nas lembranças, nos exemplos, nos gestos, na saudade.

Professor passa; educador fica!
Celso Antunes

Uma bela reflexão sobre a responsabilidade e talento deste grande profissional.  Parabéns a todos os professores pelo seu dia!

Grande abraço,
Flavia Cardoso